CARATERIZAÇÃO E CENSOS

População: 2924 (Censos de 2011)

Local População residente População presente
Total H M Total H M
                        Penha Longa 1929 974 955 1705 787 918
                        Paços de Gaiolo 995 488 507 910 422 488

Festas e Romarias:
Festas e Romarias
1º Domingo de Fevereiro, Festa de São Brás, Capela de São Sebastião, lugar de São Sebastião;(Não se Realiza á vários anos)
15 de Agosto, Festa da Padroeira, Santa Maria Maior, Igreja Paroquial;
2º/3º Domingo de Setembro, Festa em honra de Nossa Senhora da Lapa, Capela no lugar de Piares;
Último fim de semana do mês de Maio, Festa em Honra de Nossa Senhora da Livração-Capela no lugar de Fandinhães, Festa ao Padroeiro de São Clemente, no mês de Novembro (Não se Realiza há vários anos)

Locais de interesse turístico:
Barragem do Carrapatelo
A barragem do Carrapatelo está localizada nos distritos de Viseu e do Porto, nos concelhos de Cinfães e de Marco de Canaveses.
A construção da Barragem do Carrapatelo foi iniciada no ano de, 1965 e terminou em 1972. A sua inauguração teve lugar no dia, 18 de Junho de 1972 pelo então presidente da república, Almirante Américo Thomaz, foi o primeiro empreendimento hidroeléctrico a ser construído no troço nacional do rio Douro e é, dos cinco aproveitamentos do Douro Nacional, o que dispõe de maior queda, 36,0 m. Esta Barragem possui a maior eclusa na Europa, com 35 metros de profundidade.
À data da inauguração também ficaria logo a realizar o seu trabalho e esta é alimentada pelo curso de água do rio Douro.
O Carrapatelo é uma barragem de gravidade com 57 metros de altura.
Pertence à bacia hidrográfica principal do Douro e possui uma bacia hidrográfica própria de 1240,0 km2.
Esta Barragem possui ainda uma eclusa de navegação, que foi a primeira a ser construída em Portugal para navegação interior. Conjuntamente com as eclusas dos aproveitamentos hidroeléctricos do Pocinho, Valeira e Régua, a montante, e Crestuma-Lever , a jusante, permite transformar o Rio Douro numa via navegável de características internacionais. As suas dimensões, 12,1 m de largura e 85 m de comprimento útil garantem a passagem de barcos até à capacidade máxima de cerca de 1 500 toneladas.
Possui ainda uma eclusa de peixes, integrada na espessura do muro barragem central e é constituída essencialmente por uma câmara inferior para pescarem com 3 entradas, uma galeria inclinada e uma câmara superior.
Desta câmara, já em céu aberto, segue-se um canal por onde os peixes se encaminham para a albufeira não sem passarem pelo contador de peixes ali instalado entre duas janelas de observação.
O Barragem do Carrapatelo tem este nome dado ao facto de se localizar perto do Solar de Carrapatelo que ficaria famoso, pelo assalto do não menos famoso Zé do Telhado, que fica na margem direita do rio Douro.

Alto do Castelo
“ Alto do Castelo” ou “Monte do Castelo”, situa-se na freguesia de Penha Longa e Paços de Gaiolo, a sudoeste da Estrada Municipal EM1280, via esta que liga a freguesia de Paços de Gaiolo à freguesia de Sande e S. Lourenço e à de Paredes de Viadores e Manhuncelos. Este monumento será inserido na idade média, trata-se de uma estação arqueológica pré-romana, integrada numa vasta gama de rede de monumentos e estações arqueológicas pré-romanas.
O Alto do castelo é um conjunto rochoso de granito, constituída por blocos irregulares fragmentados. A sua área rochosa não é grande, como não é muito grande a elevação ou colina que daí aparece. Este tem uma cota de 668 m de altura. Deste lugar podemos ter uma vista ampla sobre a paisagem que o envolve.
No espaço envolvente ao Alto do Castelo há alguns campos agricultados, duas pequenas casas habitadas e um palheiro, integrando todo o lugar chamado Castelo.
Na base do cerro granítico, observa-se à sua volta uma grande acumulação de pedras, pertencendo, possivelmente, ao derrube da muralha, vendo-se na vertente referida grandes aglomerados de blocos graníticos de pequena e média dimensão.
A sua designação mais popular é Castelo. Mas terá sido, possivelmente, um refúgio defensivo de pequenas dimensões. Poderá ter sido também um santuário ou lugar de culto. Este castelo não seria uma habitação premente apenas ocasional.
Pelas características que envolve o Castelo, leva a querer que se trate de um castelo roqueiro.
Fonte: BRANDÃO, D. Domingos de Pinho (1973) – O “Alto” ou “Monte do Castelo” – Penhalonga (Marco de Canaveses), in Trabalhos da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, Porto. SILVA, João Belmiro Pinto da (1992) – Marco de canaveses – Os castros. Marco de Canaveses: edição de autor.

Casa de Carrapatelo
A casa de Carrapatelo está situada na margem direita do rio Douro, perto da barragem do Carrapatelo e do Bairro de Carrapatelo.
Esta mesma casa é uma das melhor do concelho da época da sua construção, possui casa de caseiros, adegas, tulhas e uma capela. É de facto uma casa de grandes dimensões e o seu estilo de construção é barroco. É uma casa brasonada, em esquartelo de Lopes, Fonseca, Lemos e Abreus. Esta Casa foi a que deu origem ao nome da Barragem de Carrapatelo , ficou ainda mais conhecido pelo facto de ter sido assaltada pelo Zé do Telhado no dia 08 de Janeiro de 1852, sendo este uma dos maiores e mais proveitoso assalto da carreia deste salteador. Ficará sempre imortalizado no filme “ Zé do Telhado”.
A Casa de Carrapatelo pertencia ao rico fidalgo provinciano José Joaquim de Abreu e Lemos, de 73 anos, sargento-mor das milícias do julgado de Bem-viver a qual a área geográfica pertencia a casa na época, que aí habitava na companhia de sua filha, D. Ana Vitória de Vasconcelos e Abreu Lopes da Fonseca Lemos, de 39 anos, já esta estava viúva. A sua filha natural D. Rita de Cássia e a sua neta D. Ana Amélia, de 19 anos, que ainda se encontrava solteira para além de todos os criados e criadas da casa. Tinha ainda outra neta, D. Maria de Melo, de 22 anos, que casara havia um ano com João da Silveira Osório de Vasconcelos e vivia na margem de lá do Douro, na Póvoa ou Quintã de Antemil.
Neste (http://www.triplov.com/castro_pinto/carrapatelo.html ) encontra-se uma descrição polonizada do que aconteceu no assalto e como foi planeado e executado.

Igreja Paroquial de Santa Maria Maior
A Igreja Paroquial de Santa Maria Maior em Penha Longa é citada já desde, 1130 quando neste testemunho, D. Afonso Henriques faz doação a Mendo Moniz e a D. Goma Mendes, sua mulher, da Igreja de Santa Maria. Entre outros terrenos como algumas herdades na “villa” rústica de Poiares.
No ano de 1258 é referenciada nas Inquirições de D. Afonso III e já anteriormente em, 1162, é mencionada outra doação, presente no Livro dos testamentos do Mosteiro de Paço de Sousa. A este era doada, por Maior Mendes, filha de Mendo Moniz, um quarto da igreja de Penha Longa e de S. Tomé de Agrela.
A Igreja de Santa Maria Maior, tem os seus tetos em madeira enquanto o seu Altar-Mor, é todo ele em talha renascentista.

ALMINHAS DAS BOUÇAS

As “Alminhas das Bouças” ou “Alminhas do Cambo”, Cambo provém desta parte do rio Douro ser calmo nesse lugar. A construção das Alminhas das Bouças foi anterior ao ano de 1947, estas foram feitas num penedo junto ao rio Douro.
Quando se toca o “Corno” as pessoas de perto das Alminhas ajudavam a passar o barco carregado de pipas de vinho do Porto, se a passagem corresse bem, as mesmas depositavam as suas esmolas nas Alminhas.
As alminhas foram submersas no ano de 1971, e nesse mesmo ano após o rio voltar a descer por razões adversas, as mesmas foram cortadas do penedo original e transpostas para o lugar onde estão hoje pelos senhores, Francisco Silva, Manuel Pinto e Armando Pinto. Na sua caracterização atual virada sobre o rio Douro possui uma imagem das almas do purgatório em azulejos, e uma caixa de esmolas. As Alminhas na sua imagem original não teriam cruz foi posta após 1971, uma cruz de cimento que foi vandalizada e mais recentemente os moradores colocaram uma nova cruz de ferro de cor branca para não deixar o lugar das alminhas cair em esquecimento.